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PRECARIEDADE: População da Comunidade de Botas e região sofre com atoleiros e pontes danificadas

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FONTE

A julgar pelos atoleiros e pelas pontes danificadas e perigosas existentes na região da Comunidade das Botas, onde está a Escola Cleusa Braga Hortêncio, poucas pessoas devem estar dispostas a enfrentar o barro, os buracos e as malfadadas pontes, para chegar até a sede do Município e trazer quaisquer informações ao Ministério Público que investiga a precariedade do transporte, através da Portaria 07/2016.

Hoje (23) já são 34 dias decorridos desde 21 de janeiro, data em que a Portaria foi instaurada para investigar as verdadeiras condições das estradas e pontes, problema que salta aos olhos dos gestores e, da população residente, ou daqueles que vão à zona rural por razões de negócios.

Um fato é inegável; por maioria esmagadora, o povo da região de Botas acreditou que a gestão iniciada em 2013 poderia promover melhoria verdadeira para a localidade, porém, três anos se passaram e o nível de sofrimento pode ter aumentado para quem reside na localidade. Se o sofrimento aumentou ou não, a condição das estradas e das pontes respondem sozinhas à afirmação. FOTOS AQUI;

ESPERAR

Lógico que nenhum administrador consegue enfrentar e resolver o problema de pontes e estradas no período de chuvas intensas; sobre as dificuldades do tráfego e das pontes da zona rural, a reportagem conversou com uma pessoa ligada à Administração Municipal. Essa pessoa garantiu que está sendo feito o que é possível para permitir o fluxo do tráfego, principalmente na região de Botas, onde tem havido queda de cabeceira de pontes.

ESTRADA ESCORREGADIA

Um triste relato chegou à Redação da Folha: nesta semana, houve dia em que alunos desceram dos ônibus e caminharam por quilômetros a pé até chegar à escola, pois a terra solta e deslizante impedia o avanço do veículo no atoleiro das estradas.

O interlocutor municipal com quem a reportagem conversou informou, porém, que a gestão vai consertar as pontes assim que as chuvas cessarem.

GESTÃO

Gerir a região de Botas exige conhecimento, bom planejamento e muita dedicação. Mas, se a cada ano, fossem alocados recursos no orçamento para construção de duas pontes de concreto, o assunto (ponte), não figurava entre os problemas que a população da zona rural de Araputanga enfrenta; é importante os gestores lembrar que sempre é tempo de priorizar essa questão; um caso de urgência que precisa ser visto com atenção é a ponte do Córrego São José, a poucos quilômetros de Botas.

CHUVAS

A reportagem obteve a informação que, devido a precariedade muitas vezes os veículos não avançam,  onde recentemente o maquinário do Município trabalhou, logo agora, no período das chuvas. Há casos em que alunos não chegaram às escolas para assistir às aulas, por mais de dois dias, desde que o período letivo foi retomado.

Indignados com o problema há moradores afirmando que todo ano é a mesma coisa, isto é, começam as chuvas e os gestores insistem em mandar o maquinário, sob o pretexto de “arrumar” estradas; quando a máquina faz o trabalho e a chuva cai, a trafegabilidade no trecho que já era ruim, piora, dizem populares que pedem para não ter seus nomes divulgados.